
por: Tata
Bom, aí eu comecei a participar de listas de discussão sobre maternidade, comecei a acompanhar blogs de mães conhecidas, e me veio a vontade crescente de blogar também. Eu, que escrevo desde que me entendo por gente e tenho paixão pela palavra escrita como forma de expressão, não pude resistir por muito tempo. Logo virei blogueira também. Comecei escrevendo aqui, registrando os fatos da primeira gravidez e acabei aproveitando o espaço - que sinceramente, eu achava que ninguém ia visitar - para dividir caraminholices minhas, reflexões e textos bacanas que me tocavam.
A coisa foi crescendo, foram aparecendo leitores que eu nem sabia de onde vinham, gente desconhecida que me escrevia na maior sem-cerimônia, dividindo sentimentos, compartilhando idéias. Achei aquilo muito, mas muito bacana. E é claro, acabei me rendendo mais uma vez, e criando um blog para as filhotas também. Assim nasceu o dedinhos de moças, espaço que é delas, para elas e sobre elas.
Post vai, post vem, conheci minhas companheiras mamíferas Kathy e Kalu (que aliás também encontrei em listas de discussão, espaço fértil em matéria de mães empoderadas e conscientes, mamíferas), e foi questão de tempo para que nascesse esse espaço aqui, voltado para a maternidade, suas idas e vindas, descobertas e reflexões.
E aqui estou eu, quase seis anos depois, blogueira compulsiva e empedernida. E nesse tempo, já inúmeras vezes me questionaram sobre a exposição a que me submeto, e se ela não me incomoda. Sempre paro para pensar, reflito, e no final das contas, sempre saio com a mesma conclusão: não, não me incomoda.
Sim, é uma exposição considerável. Tanto no bicho solto, meu blog pessoal, quanto aqui no mamíferas, e também no dedinhos de moças, eu conto coisas particulares, acontecimentos da nossa vida diária, divido sentimentos, impressões, coisa bem íntima, particular. E os textos ficam aí, pra quem quiser ler. Eu não posso e não pretendo ter controle sobre quem acessa ou deixa de acessar meus blogs. Mas como tudo na vida, acho que tem perdas e ganhos. E a idéia é essa mesmo, portas abertas. Senão, pra mim, não tem nem porquê. Se eu quisesse privacidade absoluta, escrevia num diário que pudesse guardar na minha gaveta, trancado à chave.
Pode ser que eu seja uma otimista incorrigível, mas nesses seis anos de blogagem constante, tive muito mais retorno positivo do que negativo. É tanta gente lendo e se identificando com o que eu escrevo, tanta gente que acompanha as peripécias das minhas meninas com carinho e torcendo sempre, tanta gente que de desconhecida acabou virando amizade virtual. Sinceramente, se tem gente que acessa qualquer um dos meus blogs e chafurda na energia negativa, isso não chega até mim. O que eu recebo, e fico contente demais de receber, é muito carinho, muita doçura e muita delicadeza.
Eu acho blogar uma ferramenta super bacana de expressão, de memória, uma forma deliciosa de guardar bons momentos para lembrar depois, um espaço livre pra gente caraminholar à vontade, trocar idéias, refletir, ir além, sair da concha. Não vou perder essa oportunidade tão bacana de expressão porque um ou outro pode acessar com más intenções, ou más energias, ou maus sentimentos, ou seja lá o que for. Eu me cerco de toda energia positiva que recebo dos amigos queridos que acompanham o que eu escrevo, e bola pra frente. Não deixo a negatividade me pegar, não!
Então, aqui, é assim, blogar virou mesmo uma paixão que não deixo de lado. E vocês? Têm blogs? Já pensaram em ter? Temem a exposição exagerada ou acham que vale a pena?
Imagem: http://coisasdaflavita.wordpress.com



















