Olá!
Mudamos de endereço.
Você pode nos encontrar em www.blogmamiferas.com.br a partir de agora.
Kalu
Tata
Sou Danielle Kioshima Romais, mas todo mundo me conhece como Dani, Dani Sapoo, Daninha, Japinha e outros apelidos carinhosos que adquiri ao longo da vida. Sou casada há 14 anos com o Jeff Romais. Tenho 32 anos e sou a mãe do Kiyo, menino de 3 anos, feliz, esperto e saudável. Sou bióloga por formação e apaixonada pelas questões ambientais, principalmente no que tange a conservação ambiental. Atualmente estou cursando o mestrado em Ciências Ambientais na Florida Atlantic University nos EUA, mas meu coração ainda vive em Curitiba, minha terrinha. Desde que o Kiyo chegou em minha vida, vou aprendendo novas formas de lidar com o mundo incrível da maternidade. A maternidade me transformou. Aprendi muito durante esses 3 primeiros anos, mas tenho certeza que preciso aprender muito mais. Clique aqui para conhecer nossa família e aqui para ler meu texto dessa semana no Mamíferas.



por: Aline Tavares, mamífera convidada
Minha gravidez não foi planejada, embora tenha sido muito desejada e consciente. Mas, por não ter sido planejada, veio no meio da minha graduação em Letras.
Quando engravidei já me encontrava inserida nesse universo mamífero de partos naturais, amamentação prolongada, não terceirização da criança, etc. Não cogitava outra hipótese que não fosse ficar com meu filhote, mantendo a amamentação exclusiva e o colo em livre demanda, acompanhando integralmente seu desenvolvimento tão intenso no começo. E foi o que fiz, tranquei a faculdade e fui ser “mãe em período integral”.
Não deixei de sair de casa por causa do bebê. Aonde fosse, ele ia comigo, em seu sling, feliz da vida (de fato, ainda é assim, um ano depois). E os conhecidos sempre repetiam a mesma pergunta: “E a faculdade, como vai?” “Tranquei.” “Ah, vai voltar no próximo semestre?” “Acho que não.” “Não vai mais voltar?!” “Agora não.”
Claro que, no meu caso, aliado à gravidez estava um enorme descontentamento com o curso, que não me dava nenhum ânimo para voltar à faculdade. No entanto, junto com o filho, nasceram muitos projetos que também demandam tempo e dedicação.
E dedicação é a palavra-chave. O tempo agora é de dedicação ao bebê. O primeiro ano é tão importante, eles crescem tanto, adquirem tantas habilidades e precisam tanto da mãe por perto. Como eu poderia, tendo a possibilidade de escolha, optar por me afastar do meu filho neste momento?
Os projetos que quero desenvolver estão me esperando ainda, agora que ele completou um ano. E agora sinto que estamos ambos preparados para este breve afastamento diário que vai me permitir criar outros “filhotes”. Não quer dizer que, por ele ter completado um ano, pode ter sua educação delegada a outra pessoa. Mas sinto que ele não precisa tanto da minha presença constante. E acredito que esse pequeno passo de independência se deve ao respeito que tive pela sua fase de extrema dependência, absolutamente natural em bebês tão novos.
Embora pareça clichê, passa tudo muito rápido mesmo. Já faz um ano que ele chegou e o tempo das mamadas eternas, do colo constante, cada um ao seu tempo, foi passando, dando lugar a novas fases, que demandam tanta dedicação quanto as outras, de modos diferentes, e trazem novas conquistas a cada dia.
É preciso entender que parir, amamentar e cuidar de um bebê faz parte do pacote da maternidade. Quando escolhemos ser mães, devemos estar preparadas para investir tempo na educação de nossas crianças. Não só tempo de qualidade, mas quantidade também.
Depois, os filhos crescem, não precisam mais (tanto) de nós. Mais cedo ou mais tarde vão desmamar, dormir a noite toda, em suas camas, sozinhos. E vamos sentir saudades (boas) da época em que tínhamos que nos dedicar tão intensamente. Pelo menos é o que dizem essas mamíferas aqui. E eu acredito nelas.
