por: Kalu
Meu filho chegou naquela fase do enfrentamento típica dos 3 anos. Claro que as vezes perco a paciência e saio andando para não gritar. Mas geralmente encontro uma saída bem-humorada.
Tombos e quedas leves
Quando isso acontece aqui em cas, entra em cena a ambulância maluca. Eu sempre digo:
- Acho que é a hora de chamar a ambulância maluca.
Faço um barulho de sirene que geralmente faz parar o choro e nascer um sorriso. Uma enfermeira maluca, usando serras elétricas, finge cortar as partes do corpo e substitui por outras novas. Geralmente, além da parte machucada, Miguel descobre que muitas partes do corpo precisam ser trocadas.
Quando não quer comer
Tenho 2 táticas. A primeira é da história do pequeno arroz que descobriu que o avião(a colher) é um plano secreto do gigante Miguel. A história é de um gigante, com muita fome, que resolve levar um avião para uma aldeia de arrozes felizes, feijões fortes, brócolis vigorosos e carnes malucas. O gigante diz aos moradores que levará a todos para um incrível parque de diversões. Mas que na verdade é sua boca faminta. Um arrozinho que conseguiu escapar passa toda a refeição tentando convencer a todos de que se passa se uma viagem da morte.
Outra tática é chamar o preguiça dorminhoco, que dorme com uma colher na mão cheia de comida e quando ele menos espera, um lobo faminto (MIguel), devora sua refeição durante os cochilos.
O trem da escovação
De manhã e a tarde a escovação é tranquila. Mas de noite geralmente meu pequeno está caindo de sono. Entra em cena o trem da escovação. Pego o tapete do banheiro, que Miguel senta sobre ele e puxo meu menino até o banheiro. Chegando lá ele vai garantir o roteiro da viagem. Se colaborar bastante ele tem direito a uma longa viagem pelo trem maluco pela casa. Se colaborar pouco, o passeio é mais curto. Mas se não colaborar, não tem viagem de retorno. Afinal, o trem maluco só leva meninos bonzinhos para passeios.
O banho nas pedras
Quando Miguel não quer tomar banho ele é designado a dar banhos nas pedras que tenho no meu altar aqui em casa. um pote com sabão e esponja é para lavar as pedras e outro com sal grosso é para purificá-las. Quando ele é convidado para o banho das pedras mágicas, já corre todo feliz para o banho porque tem uma tarefa "ispicial", como ele diz.
Além destas divertidas atitudes, tomo outras mais enrégicas. Por exemplo, ele começou a fazer muita hora para escovar o dente antes de ir para escola. Deixei um dia ele perder a hora, não levei ele na escola e fiz minhas atividades. Ele passou a manhã entediado dizendo que queria ter ido a escola. Expliquei 10231032 vezes que ele não foi a escola porque se atrasou para escovar os dentes. Apenas uma vez ele fez isso, todos os dias subsequentes ele escovou a dentadura sem reclamar.
Também contei a história de que fui enfeitiçada por uma bruxa que faz com que eu não veja e nem ouça meninos chorões. Sabe aquelas horas que eles falam tudo chorando ou choram por qualquer coisa? Então fico dizendo: Miguel cadê você. Pare de chorar para que eu possa te ver, ouvir e te ajudar. Geralmente ele para e eu digo: Ufa, ainda bem que você está aí. O que há? Tá com sono? Vamos dormir.
Miguel pergunta: - Pode ser no cobertor da enrolação (enrolo ele como se fosse uma múmia no cobertor e ele sai pulando até o quarto. Fico do lado salvando-o de possíveis tombos).
E vocês, tem métodos não convencionais de lidar com esta situação de estresse das crianças?
Olá!
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