por: KaluMuitas vezes escuto por aí: se pudesse voltar no meu passado faria exatamente a mesma coisa. Pois eu não. Se eu pudesse voltar em alguns momentos do meu passado com meu nível de consciência de hoje, faria algumas escolhas diferentes. E isso também em relação á maternidade.
Faria a vivência musical da Isadora Canto para gestantes, a barriga de gesso. Curtiria mais cada etapa deste momento único que é a gestação.
Talvez a coisa mais chata do meu parto tenha sido uma laceração de 3º grau que me incomodou bastante na primeira semana pós-parto. Talvez esta preparação ajudasse a não lacerar. Fico devendo aqui um texto que comprova que a laceração é melhor que uma episiotomia, mas este é assunto para outro post.
Logo depois do parto não daria banho no meu filho. Não há razão para retirar a proteção natural da pele do bebê. Eu o fiz porque fiquei com medo de não conseguir fazer sozinha. Hoje eu confiaria no meu instinto.
Não compraria berço e sim um colchão de casal que seria colocado no chão com proteções de almofadas na lateral. Afinal, como meu marido não se adaptou com a cama compartilhada, passei muitas noites dormindo num colchão de solteiro no chão.
Usaria fralda de pano. Sim, eu não usei, mas acho importante. Afinal tenho empregada diariamente e não seria trabalho a mais usar estas fraldas tão ecológicas.
Eu seria mais tranqüila com o processo alimentar do Miguel. Nossa introdução de alimentos foi tranqüila, mas no período de 8 a 24 meses, Miguel voltou a mamar praticamente só no peito e aceitar frutas e sucos. Confesso que foi a minha maior dificuldade mamífera que hoje levo com mais leveza (mas ainda é o calo no meu sapato).
Aproveitaria quando Miguel era recém-nascido para sair mais. Afinal ele era uma criança tranqüila que só ficava no peito. Tendo peito ele estava bem. Talvez fosse a mais peças de teatro, restaurantes e encontros na casa de amigos. Agora com ele maiorzinho é difícil ele dormir em qualquer lugar.
Enfim, são escolhas simples, mas que se eu voltasse atrás faria diferente. Ou terei outro filho para colocá-las em prática.








