
por: Kathy
Lembro de um ex namorado que me contou a história de que quando era pequeno, queria porque queria que a mãe dele comprasse para ele um fogãozinho. Passavam sempre em frente da vitrine de uma loja onde estava o brinquedo, e o moleque se debatia pedindo o fogãozinho.
Ele disse que a mãe ficou preocupada, foi até falar com o psicólogo da escola, imaginem! Tudo isso porque achou que seu filho estava querendo brincar com brinquedo de menina! Sem saber mais o que fazer, resolveu atender aos pedidos insistentes do menino e, com o coração nas mãos, comprou o tal do fogão.
Ele ficou radiante! Chegando em casa, reuniu os bonequinhos todos do Comandos em Ação e anunciou: "Finalmente posso fazer uma comida decente pra vocês!!" (traduza para as palavras de uma criança de aproximadamente 6 anos, please, rs
Falei tudo isso pra dizer que é óbvio que não tem essa de brinquedo "de menina" ou "de menino". O que tem, claro, é a curiosidade, a imitação do cotidiano, a vontade de experimentar e descobrir do que se gosta, a possibilidade de soltar a imaginação, e muito mais.
A orientação sexual de uma pessoa certamente não vai ser definida enquanto ela escolhe se é mais divertido brincar de comidinha ou de futebol. Mesmo porque devem ter vários chefs de cozinha heterossexuais e vários jogadores de futebol homossexuais, não acham não?
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